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Cronograma físico-financeiro de obra: o que é e como fazer

O cronograma físico-financeiro junta duas perguntas numa tabela só: quando cada etapa da obra acontece e quanto dinheiro sai em cada período. É o documento que mostra se o caixa vai aguentar o ritmo da obra, e por isso bancos, clientes e investidores costumam pedir.

Físico, financeiro e físico-financeiro

O cronograma físico mostra as etapas e os prazos. O financeiro mostra os valores. O físico-financeiro cruza os dois: para cada etapa, quanto do serviço será executado em cada mês e quanto isso custa. No pé da tabela aparecem o total do mês, o valor acumulado e o percentual da obra concluído até ali.

Um exemplo simples

Imagine uma obra orçada em R$ 400.000, com seis meses de duração. Cada etapa tem um custo total, distribuído pelos meses em que ela acontece.

EtapaValor (R$)Mês 1Mês 2Mês 3Mês 4Mês 5Mês 6
Serviços preliminares e fundação60.00030.00030.000
Estrutura100.00050.00050.000
Alvenaria e cobertura80.00040.00040.000
Instalações60.00030.00030.000
Acabamento100.00050.00050.000
Total do mês400.00030.00080.00090.00070.00080.00050.000
Acumulado30.000110.000200.000270.000350.000400.000
% acumulado7,5%27,5%50%67,5%87,5%100%

Repare que o gasto não é igual todo mês. Ele cresce no meio da obra, quando estrutura e alvenaria correm ao mesmo tempo, e cai no fim. É esse desenho que precisa ser conhecido com antecedência para não faltar dinheiro no mês mais pesado.

Como montar o seu, passo a passo

  1. Comece pelo cronograma físico. Liste as etapas, estime a duração de cada uma e ligue as que dependem umas das outras. Sem isso, os meses do financeiro não têm base.
  2. Traga o orçamento. Cada etapa do cronograma precisa de um valor total, vindo da planilha orçamentária.
  3. Distribua o valor pelos meses. O jeito mais simples é dividir pelo número de meses da etapa. Se a execução não for uniforme, use o percentual previsto para cada mês.
  4. Some as colunas. Total do mês, acumulado e percentual acumulado saem de somas simples.
  5. Confira com o caixa. Se algum mês passa do que o cliente ou o financiamento consegue liberar, ajuste o ritmo das etapas e refaça a distribuição.

A curva S

Levando o percentual acumulado para um gráfico de linha, o desenho lembra um S deitado. Começa devagar, acelera no meio e desacelera no fim. Comparar a curva planejada com a realizada mostra rápido se a obra está adiantada ou atrasada, tanto em serviço quanto em dinheiro.

Onde o Great Gantt entra

O Great Gantt cuida da parte física. Você monta as etapas com predecessoras, calcula tudo em dias úteis com os feriados da sua cidade e acompanha o avanço numa curva S de progresso, que compara o esforço planejado com o realizado. Para a parte financeira, exporte o cronograma para Excel e cruze as datas de cada etapa com os valores do orçamento.

O modelo de cronograma de obra já traz as fases de uma obra residencial encadeadas e é um bom ponto de partida.

Perguntas frequentes

O cronograma físico-financeiro é obrigatório?

Depende do contrato. Em financiamentos imobiliários e obras públicas ele costuma ser exigido, e em obras particulares é comum o cliente pedir. Confira as exigências do banco ou do edital.

Qual a diferença para o cronograma físico?

O cronograma físico mostra só as etapas e os prazos. O físico-financeiro acrescenta quanto cada etapa custa em cada período, com totais e percentuais acumulados.

Como distribuir o custo de uma etapa pelos meses?

O mais simples é dividir igualmente pelos meses da etapa. Para mais precisão, use o percentual de execução previsto. Se 70% da fundação vai ser feita no primeiro mês, 70% do valor dela entra nesse mês.

Dá para fazer o cronograma físico-financeiro no Great Gantt?

A parte física, sim, com etapas, dependências, dias úteis e curva S de progresso. Os valores não são calculados pela ferramenta. O caminho é exportar para Excel e montar a parte financeira lá.

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